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| Fonte: Melhor com saúde | Fotos: Foto Ilustrativa | 16 de Setembro de 2020

Os efeitos do ômega 3 no cérebro

Você já ouviu falar sobre os efeitos do ômega 3 no cérebro? O ômega 3 é um ácido graxo essencial para o nosso corpo. É encontrado principalmente em peixes oleosos, oleaginosas e óleos vegetais, mas também pode ser ingerido na forma de suplemento.

De acordo com informações publicadas na ‘Annual Review of Food Science and Technology‘, seu consumo regular traz muitos benefícios à nossa saúde. Prova disso são suas propriedades anti-inflamatórias, além da sua capacidade de reduzir o risco de várias doenças crônicas.

Em relação a este último ponto, várias pesquisas determinaram que esse nutriente é benéfico para as funções cerebrais e cognitivas. Por tudo isso, hoje queremos compartilhar mais detalhes sobre os efeitos do ômega 3 no cérebro.

Ácidos graxos ômega 3 e seus efeitos no cérebro

Existem estudos que relacionam a baixa ingestão de ômega 3 a um desempenho cerebral prejudicado. Aparentemente, estes ácidos graxos são nutrientes essenciais para as células do cérebro se ligarem às membranas celulares.

Consumir esses ácidos graxos regularmente melhora o funcionamento dos receptores de neurotransmissores, conforme detalhado nas informações divulgadas na ‘Biomolecules & Therapeutics’. A literatura científica também relaciona a deficiência de ômega 3 com o aparecimento de distúrbios cognitivos, como depressão e transtorno bipolar.

No entanto, são necessários mais artigos científicos para estabelecer resultados conclusivos. Apesar disso, hoje em dia muitos tratamentos dos processos cognitivos se concentram em mudanças na microbiota e na suplementação com ômega 3.

Alimentos fonte de ômega 3

O consumo de ácidos graxos ômega 3 tem sido positivamente relacionado a uma melhor função cognitiva. Atualmente, este tema ainda está sendo estudado.
Ômega 3 e ômega 6
Um aspecto muito importante que devemos levar em consideração na dieta é o equilíbrio dos ácidos graxos ômega 3 e ômega 6. Os primeiros são precursores de moléculas anti-inflamatórias, enquanto os segundos são precursores de moléculas inflamatórias. Por esse motivo, a proporção de 1: 1 deve ser mantida para evitar processos de inflamação no corpo.

Os alimentos processados ​​costumam ser ricos em ácidos ômega 6, enquanto os peixes oleosos e os óleos vegetais são ricos em ácidos ômega 3. A dieta atual provoca um desequilíbrio entre os dois ômegas, devido à popularidade dos alimentos processados ​​e do fast-food.

Portanto, é importante aumentar o consumo de alimentos frescos e naturais. Peixes oleosos, oleaginosas e óleos vegetais são elementos essenciais na dieta para aumentar a ingestão de ácidos graxos ômega 3 e tentar recuperar o equilíbrio de gorduras.

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Suplementos de ômega 3

É comum fazer uso da suplementação de ômega 3 em várias situações. No mundo do esporte, por exemplo, esses suplementos são usados ​​nos processos associados a lesões para mitigar a inflamação. Além disso, em adultos saudáveis, eles podem ser utilizados visando a prevenção de doenças complexas a médio ou longo prazo.

Da mesma forma, e tendo em vista os artigos mais recentes da literatura científica sobre o assunto, este pode ser um complemento significativo nos processos relacionados a distúrbios ou deficiências cognitivas. Sua combinação com prebióticos e probióticos pode ser interessante para tratar alguns processos relacionados à depressão, por exemplo.

Os suplementos de ômega 3 são ideais para obter esse nutriente em situações especiais, como doenças ou a prática de alguns esportes.
Duas porções de peixes oleosos por semana
Para garantir o suprimento correto de ácidos graxos ômega 3, o consumo de peixes oleosos é essencial. Até alguns anos atrás, a ingestão desse alimento era limitada, pois temia-se que ela tivesse um impacto no perfil lipídico. Hoje, no entanto, sabe-se que a ingestão de gorduras mono e poli-insaturadas não apenas não aumenta os níveis de colesterol, mas também pode reduzi-los.

Portanto, a recomendação atual é de consumir pelo menos 2 porções de peixes oleosos por semana. Isso precisa ser combinado com o consumo regular de óleo vegetal cru. Submeter os óleos a altas temperaturas causa a perda de alguns de seus nutrientes e propriedades.

Além disso, o superaquecimento dos óleos gera processos que levam, a médio e longo prazo, ao surgimento de resíduos tóxicos para o organismo, como a acrilamida.

Conclusão sobre os efeitos do ômega 3 no cérebro

O consumo regular de ácidos graxos ômega 3 é essencial. Além disso, é necessário reduzir a ingestão de produtos processados ​​e aumentar a de alimentos frescos e naturais para recuperar o equilíbrio entre os ácidos graxos ômega 3 e ômega 6.

Esses tipos de ácidos graxos têm a capacidade de impedir o aparecimento de certas doenças cognitivas; pelo menos é isso que mostra a literatura científica atual. No entanto, são necessários mais estudos para comprovar essa característica.

Apesar de todos esses benefícios, é necessário ter em mente que a gordura é um nutriente altamente calórico. Por esse motivo, seu consumo deve fazer parte de uma dieta calórica normal e equilibrada. Dessa forma, será possível evitar o ganho de peso e doenças associadas.

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