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Rádio Costa Oeste
O setor agropecuário brasileiro inicia um período de adaptação às mudanças fiscais e celebra conquistas no mercado internacional. No Paraná, produtores rurais e cooperativas enfrentam novas exigências enquanto colhem os frutos de investimentos em diversificação agrícola e infraestrutura, essenciais para o crescimento sustentável do setor.
Uma das principais mudanças é a alteração na obrigatoriedade da emissão da nota fiscal eletrônica para produtores rurais. Segundo o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a obrigatoriedade será aplicada, a partir de 3 de fevereiro de 2025, apenas para operações internas acima de R$ 360.000 anuais. A medida, que busca contemplar as limitações tecnológicas de algumas regiões rurais, já é válida para transações interestaduais.
“Esse avanço respeita as dificuldades de conectividade enfrentadas por muitos produtores, especialmente nas regiões mais remotas. Isso traz uma transição mais justa para todos”, explicou Norberto Ortigara – secretário de estado da fazendo/PR.
Além disso, o agronegócio paranaense tem motivos para comemorar. Irineu Rodrigues, presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, revelou que a cooperativa superou a marca de exportação para mais de 100 países, com destaque para mercados exigentes como a Arábia Saudita e países africanos.
“Alcançar 100 países é um marco extraordinário. Abrir mercados tão seletivos comprova a competitividade e a qualidade do nosso trabalho”, destacou.
A diversificação agrícola também ganhou destaque como um motor de crescimento econômico para os municípios. Dados apresentados pela Lar indicam que atividades como a produção de frango e suínos, além de outras culturas, têm gerado empregos e aumentado a arrecadação municipal. Prefeitos da região foram incentivados a investir em infraestrutura rural, como estradas e energia elétrica, para ampliar o impacto positivo.
“Queremos que os gestores municipais entendam o quanto essas atividades incrementam a economia local e ajudam na arrecadação. Diversificação é riqueza, e precisamos de suporte para continuar esse trabalho”, pontuou.
No entanto, o setor agropecuário enfrenta desafios. A gripe aviária surge como uma preocupação sazonal, especialmente no verão, devido à migração de aves em regiões mais quentes. Medidas preventivas já estão sendo implementadas para minimizar os riscos à produção.
“A sanidade do nosso rebanho é um patrimônio que precisamos proteger. A gripe aviária é um risco real, mas estamos trabalhando para blindar nossas operações durante esse período crítico”, afirmou.
Com expectativas otimistas, o agro paranaense encerra 2024 focado em superar os desafios e explorar novas oportunidades. Infraestrutura, tecnologia e proteção sanitária serão prioridades em 2025, reafirmando o papel estratégico do setor para a economia nacional.
Fonte: Costa Oeste News